25.6.09

'faça o que tu queres, pois é tudo da lei'

Eu detesto pensar em como as pessoas vão pensar.
Quando eu me pego me censurando, preocupada em como as pessoas vão entender determinada atitude minha eu fico muito puta. Né? Fodam-se as outras pessoas quando o assunto é a sua própria vida! Eu já acabei um namoro porque o cara vivia alegando isso. Eu não podia fazer nada, porque "o que os meus amigos vão pensar da minha namorada fazendo isso?" Ah, velho! Problema deles! E o quico? E olha que eu sou mestra em falar da vida dos outros! Já diz uma comunidade no orkut da qual eu faço parte: "Fez por onde, eu falo mesmo!". Fofocar é uma forma de movimentar o social. Fazer circular a informação. Porque eu, sinceramente e do fundão do coração, não me importo com as pessoas falarem de mim. Elas escolham o assunto que bem entenderem pra colocar na roda. O problema é que EU não posso deixar de viver a minha vida, porque fulaninho vai falar mal de mim... Não, não rola.
Entenda que EU não sou o ponto crucial desse texto. Quando emprego o 'eu' em caixa alta no parágrafo acima, eu quero na verdade pedir a sua atenção para que nunca se deixe levar pelo julgamento dos outros. Eles vão julgar. Fazendo você o bem ou não.
E sim. Eu levo em conta a vida em sociedade. E seeeempre me pego nesse dilema, nessa preocupação. Provavelmente passarei a vida nessa. E passarei de cabeça erguida, sempre me cobrando o 'foda-se pra cabeça das outras pessoas'. Mesmo amando muuuuuuuuitas dessas pessoas, elas não podem direcionar a minha felicidade nem a minha frustração. Esse é o MEU papel.
E assim como eu acredito muito nisso tudo que falei, eu repito pras pessoas que me importam e dou conselhos nesse sentido.
E é isso. Andei aconselhando.
Mandei ser feliz, encontrar a própria verdade, traçar seu próprio caminho, ser dono das suas decisões. E fodam-se todos aqueles que pensarem que você está maluco.
Você agora é livre de todos eles.

E isso é suuuuuper da lei!

22.4.09

Pura hipocrisia política...

O que mais me incomoda dessa baderna no congresso não é o uso pessoal dessas passagens que deveriam ser profissionais e nada mais (eu disse que não é o que MAIS me incomoda. Isso não quer dizer que não me incomode. E MUITO.) Mas é a cara de pau desse povo, querendo me convencer de que eles não tão errados, não! Simplesmente, ninguém tinha dito que não podia! Então podia? E o dinheiro do povo, minha gente? Esse dinheiro tirado de uma das maiores taxas de impostos pagos no mundo? CADÊ O BOM SENSO??? Agora vem pra cá ACM Neto me dizer que a imprensa quer fechar o congresso.. POR QUÊ?? Porque tá noticiando um ABSURDO praticado por eles na maior cara de pau, que ainda depois do mensalão me aprontam uma dessas? Ele vai querer me convencer que as passagens são uma gratificação pra aqueles deputados que economizam no ano. Tipos... Gente! Isso tudo soa TÃO absurdo pra mim, que eu me acho vivendo num mundo paralelo.. E esse tipo de coisa, no MEU MUNDO, dava cadeia na hora e prisão perpétua! Quanto maior a cara de pau, maior o tempo no xilindró.. Nesse caso...

*Com o perdão pelo uso de tanto CAPS...

21.4.09

Pra sacudir a poeira...

Um dia nasci de novo.
Me percebi outra, sem nem mesmo precisar ser.
Tava ali, pronta. Inteira. Full.
O que viesse era lucro, e o que fosse, era bruto.
De líquido, só eu.
O resto, era dividendo que eu pretendia pagar de um novo jeito.
Eu não sabia a mudança.
Eu não sentia a mudança.
Eu esperei um reação e vi uma ação.
Uma nova ação.
E um orgulho. Daqueles que vêm com o tempo.
E rugas. Rugas de mudança.
Esperando nascer de novo.

25.8.07

DE ESQUINA

E não é que eu achei de novo...?
Pra quem ainda não leu.
E pra quem leu... Faz mal, não, ler de novo!
rsrs..



DE ESQUINA

Eles foram se encontrar na esquina da Av. Princesa Isabel com a Rua Hélio Menelau. Mal sabiam que tudo ia começar naquele instante, no momento em que trocaram seus olhares pela primeira vez. Ela deu a ele um olhar de dúvida, como quem pergunta onde fica a Copiadora Martins. Ele lhe devolveu um olhar surpreso, daqueles de quem encontra a alma gêmea:
- A duas quadras daqui. Estou indo na mesma direção, posso lhe acompanhar até lá. – Disse ele, bem esperto.
João era um cara que sabia reconhecer e agarrar as oportunidades que a vida lhe dava. Maria tinha medo de perder as oportunidades que a vida lhe dava. E encontraram assim, entre aquela esquina e a Copiadora Martins, o impasse de suas vidas.
- Você ainda tem tempo pra tomar um suco de laranja? – Ele tentava retardar a certa despedida que se aproximava, após tê-la esperado tirar suas cópias.
- Acho que sim – Disse ela, sem a mínima vontade de separar-se dele. A afinidade entre os dois era evidente e clara. Naquele primeiro encontro agiam como se se conhecessem há anos. Ele parecia adivinhar os pensamentos dela, e ela, completava suas frases já concordando com suas idéias. O suco terminou virando uma cerveja naquele fim de tarde, e o pôr-do-sol virou a moldura perfeita para aquele quadro que acabava de ser pintado. Maria não sabia o que pensar. Aquele João era a pessoa mais divertida que ela havia conhecido. Trazia nele, não só pedaços dela, como também particularidades que lhe faltavam. Faltavam, e faziam falta! Vai ver era por isso que sentia tantas saudades dele, quando não estavam juntos. A presença de João se fazia sempre urgente, e aquilo a incomodava cada vez mais. Não por saber-se apaixonada por ele, mas por medo de perdê-lo. Ele já nem pensava mais nisso. A vontade que sentia dela lhe tirava a capacidade de pensar. Sabia que aquilo não duraria para sempre, e sua vontade era a de viver intensamente. Mas ela ainda pensava. Adiava uma certeza e prolongava uma espera. Queria tanto não perdê-lo, que parecia estar só esperando esse dia, de tanto que pensava nisso. Ele, paciente, esperava por ela. Viam-se quase todo dia. E conversavam sobre isso quase todo dia. Desejavam-se mais a cada dia.
Foram tomar um suco na Lanchonete Social. Ele tentava explicar a ela:
- A vida é só uma! Não perca oportunidades de ser feliz!
Ela relutava:
- Se eu me entregar a você hoje, sofrerei sem você amanhã.
E aquilo parecia não acabar nunca mais. Ele já desistia de toda argumentação, quando foram dar uma volta pela rua. Nem perceberam que chegaram na fatídica esquina da Av. Princesa Isabel com a Hélio Menelau. Foi justamente quando alguma coisa aconteceu...
- Vamos ser amigos, - disse ela – assim, estaremos sempre um com o outro!
- Mas e a sua boca? Como eu vou ficar sem a sua boca, as suas mãos, os seus...
- Estaremos sempre perto um do outro! Seremos inseparáveis!
E assim foi feito. Separaram-se ali, na mesma esquina onde a vida tentou juntá-los. Foram para suas casas e, na medida do possível, tornaram-se amigos. Conversavam, estavam sempre juntos. Alguns os julgavam amantes, mas eles sabiam: formavam amigos inseparáveis! O tempo foi passando, e Maria encontrou alguém que não tinha medo de perder. Casou-se. João foi seu padrinho de casamento. E de seu primeiro filho, a quem deu o nome de Hélio. A um certo momento, começaram a acreditar que realmente eram e sempre foram amigos. Esqueceram-se de quase tudo.
João apaixonou-se de novo. Ele sabia aproveitar as oportunidades que a vida lhe dava. Desde o início. Não foi da mesma forma pela qual era apaixonado por Maria. Mas apaixonou-se. Teve uma filha que levou o nome de Isabel. A madrinha, era Maria.
Um dia, os afilhados de João e Maria, passeavam de mãos dadas pela rua. Foram criados juntos, e eram muito amigos. Quando crianças juraram amizade eterna. Nunca se separariam! Juntos, passaram pela esquina da Av. Princesa Isabel e Hélio Menelau. Lá, sentaram-se no Café Ceraso, recém inaugurado. Olharam-se de forma diferente e a paixão se fez presente. Juraram amor eterno. E viveram a vida que os pais não quiseram.



Mariana Brito de Oliveira
27/05/04

8.5.07

8 de maio

Quando chega o dia do nosso aniversário, a gente espera que o ano realmente comece.
Que uma nova fase, de fato, se inicie.
Que a gente acorde mais maduro.
Uma nova visão pra uma nova idade.
A gente espera, mesmo, é uma novidade.
Pra sentir que alguma coisa mudou.
Ou pra mudar alguma coisa que sentimos.
Como saber se alguma coisa aconteceu?
Como fazer acontecer uma coisa que SABEMOS que precisa acontecer?
Nunca parei pra me imaginar com 26 anos.
E nunca imaginei parar com um monte de coisa aos 26 anos.
Se o dia de hoje mudou alguma coisa, ainda não tenho certeza.
Mas que eu não esperava quase nada de tudo o que já aconteceu nesse ano, isso eu garanto.
Parabéns pra mim.
E um feliz aniversário.

Por M. B. O.

23.4.07

Eu que fiz! Eu que fiz!!!

"A dor vem quieta.
Quando fala, fala baixo.
Não precisa gritar.
Já dói por si só.
E em pouco tempo vira um barulho ensurdecedor.
Ensurdece a dor.
Que por ser dor, não precisa ouvir.
Por ser dor, precisa doer.
Mas sem escutar, volta ao silêncio.
E no silêncio, descobre sua dor.
A dor da dor é não poder parar.
Dói doendo, respirando, vivendo.
Mas como parar a dor?
Comparar a dor?
Comparando a dor com uma outra dor.
Então a dor se diminui.
E quieta, mesmo, se vai.
Sem se sentir.
Sem nem doer."

Mariana B.

29.3.07

O presente do Infinito

Muitos e muitos anos depois de postar pela última vez, resolvo tirar as teias de aranhas deste blog e atualizar as notícias.
Pus fim ao meu sofrimento e larguei (pelo menos por enquanto) a produção. Retomei a faculdade e gostaria muuuuuuito de conseguir o diploma ainda esse ano, mas se não rolar, rola no primeiro semestre do ano que vem, com certeza!
É interessantíssimo voltar pra faculdade depois de tanto tempo. A postura muda, a responsabilidade amadurece, a atenção só cresce. E as experiências já vividas engrandecem o sentimento de que o tempo passa. E certas coisas devem ter prioridade na nossa vida. Como o presente. E nesse caso me refiro ao tempo do infinitivo. Os verbos precisam ser conjugados pro agora, e as nossas atitudes devem ser comprometidas com o momento em que vivemos. Porque muitas vezes, pensando e planejando o futuro, não percebemos o modo errado com que agimos no presente. Presente esse, que julgamos ser do infinitivo, mas que na verdade é infinito. O futuro? Nós nunca iremos conhecer. A nossa realidade é sempre o presente. É com ela que lidamos todos os dias, todas as horas, todos os minutos, ou seja, pensando no futuro, nos perdemos no presente e não percebemos a importância do agora.
Taí o meu recado.

By Mariana